Curta de terror feito em Jundiaí vai virar longa com produtora de 'Cidade de Deus' e 'Central do Brasil'
Curta de terror produzido em Jundiaí ganhará filme com produção de Elisa Tolomelli 🩸O curta-metragem de terror independente "A Última Fita", produzido e...
Curta de terror produzido em Jundiaí ganhará filme com produção de Elisa Tolomelli 🩸O curta-metragem de terror independente "A Última Fita", produzido em Jundiaí (SP), será adaptado para o formato de longa-metragem com produção executiva de Elisa Tolomelli, profissional que atuou em filmes indicados ao Oscar como "Cidade de Deus" e "Central do Brasil". Escrita e dirigida pela cineasta jundiaiense Caroline Adrielli, a nova versão está em fase de roteirização sob o título provisório de "A Fita". Com 18 minutos de duração, a produção original gravada na região acumulou seis prêmios internacionais em festivais de gênero slasher. Enquanto o longa é desenvolvido, o curta ganha exibição gratuita neste sábado (31), às 18h30, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp A aproximação entre Caroline e Elisa começou após a diretora apresentar o projeto em um curso ministrado pela produtora executiva. Ao assistir ao curta, Elisa identificou potencial para expandir a narrativa e levar a produção independente a um público mais amplo. “Escolhi produzir esse filme porque vi na história potencial para um longa e, na Carol, clareza sobre o que e como quer contar. Assisti ao curta e ele me mostrou que ela compreende a linguagem do terror e consegue realizá-la mesmo com poucos recursos”, afirmou Elisa. LEIA TAMBÉM: Documentário sobre curta de terror premiado no exterior chega a streaming norte-americano Associação cria 'cidade acessível' com imagens de IA para apontar desafios enfrentados por deficientes visuais em Sorocaba Projeto transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção de moda: 'Não começa nos tropeiros' Wellington Anjos, Diogo Anjos, Elisa Tolomelli e Thiago Anjos na Inova Filmes Divulgação A produtora também destacou que gosta de trabalhar com profissionais em início de carreira. Segundo ela, a experiência acumulada no cinema pode ajudar novos realizadores a transformar suas ideias em projetos capazes de chegar ao público. “Eu gosto muito de apostar nos jovens talentos, sejam eles atores, diretores, roteiristas, porque acho que existe um frescor nessa nova geração, em quem está começando, com novas ideias”, disse. Com cerca de 40 projetos produzidos, Elisa construiu uma carreira ligada a obras de projeção internacional do cinema brasileiro. Foi produtora executiva de Central do Brasil, de Walter Salles, e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, ambos indicados ao Oscar, além de Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho. História será ampliada no longa Curta de terror produzido em Jundiaí ganhará versão estendida com produtora de ‘Cidade de Deus’ e ‘Central do Brasil’ Reprodução/Redes sociais/@Aultimafitafilme Na trama de A Última Fita, cinco jovens alugam uma casa de temporada e encontram fitas VHS com registros de crimes brutais cometidos no local durante a década de 1990. Isolados e sem sinal de telefone, eles percebem que o assassino continua por perto e que podem se tornar os próximos alvos. “O curta foi a primeira oportunidade de mostrar esse universo na tela. A Elisa sugeriu o título 'A Fita', que adotamos nesta etapa de desenvolvimento. Trabalhar com ela e com a estrutura da Inova na finalização representa a possibilidade de aprofundar uma história que começou no interior e levá-la aos grandes centros com parceiros que têm uma trajetória importante no cinema brasileiro”, afirma. A Última Fita já soma seis prêmios internacionais em festivais de cinema, com reconhecimentos que incluem melhor direção e melhor roteiro. A diretora contou que percebeu o potencial da história para um filme mais longo ainda durante a escrita do roteiro do curta. O subgênero slasher, marcado por assassinos que perseguem suas vítimas, exige espaço para desenvolver os personagens, a sequência de crimes e a motivação narrativa. A diretora também recebeu comentários de influenciadores especializados em filmes de terror que queriam conhecer a continuação da história. Para ela, as reações ajudaram a confirmar que havia espaço para expandir aquele universo. “Todos eles trouxeram a mesma crítica: 'o filme acabou no melhor momento. A hora que estava ficando bom, o filme acaba, e aí eu quero assistir mais, e cadê o restante?' ”, relatou. Caroline Adrielli no set do curta-metragem A Última Fita (2026) Reprodução/Chiarini Jr A proposta do longa não é mudar os acontecimentos apresentados no curta, mas desenvolver o contexto que antecede a chegada dos jovens à casa e aprofundar a história por trás das gravações. “Na verdade, o que eu vou fazer é explorar o que não acontece no curta”, explicou Caroline. “Quero explorar primeiramente aquele contexto inicial: quem são eles antes de chegar ali, o que fez eles chegarem até ali e por que alugaram aquela casa", diz. Outro ponto que deve ganhar espaço é o universo do assassino responsável pelas fitas. A diretora pretende explorar como as gravações são preparadas e como esse elemento se encaixa na narrativa. “Enquanto no curta a gente só tem as filmagens, no longa eu vou ter tempo de explorar ele montando tudo para poder fazer essas filmagens”, afirmou. O roteiro continuará sob responsabilidade de Caroline, com acompanhamento da produção. Elisa explicou que a intenção é preservar a visão criativa da diretora e, ao mesmo tempo, oferecer suporte para o desenvolvimento de uma produção de maior escala. Ampliar o alcance do cinema do interior Produtora executiva, Elisa Tolomelli e a diretora Caroline Adrielli Reprodução/Arquivo pessoal A diretora do interior de SP revelou que a parceria representa uma nova etapa na carreira e a oportunidade de levar uma história criada em Jundiaí para além da região. Ela destacou que a produção profissional de um longa exige uma estrutura diferente daquela necessária para realizar um curta independente. “O curta-metragem a gente consegue fazer reunindo uns amigos, batendo nas portas e firmando parcerias. Agora, um longa não é uma coisa que você faz com amigos. É uma coisa realmente profissional, é o mercado de cinema”, afirmou. Ela também ressaltou a importância de desenvolver uma identidade própria para o terror brasileiro. Segundo a cineasta, o desafio é construir personagens e elementos visuais capazes de permanecer no imaginário do público, como ocorre com franquias internacionais do gênero. Elisa também vê valor em realizar produções fora dos grandes centros tradicionais do audiovisual. Para ela, filmar em outras regiões permite mostrar diferentes culturas e movimentar a economia local, com a participação de profissionais, fornecedores e empresas. “Você começa a desenvolver o audiovisual para essas pessoas que começam a ter contato com o cinema profissional. Além do que, a gente gera empregos diretos e indiretos na região. A gente envolve a comunidade em torno desse projeto”, afirmou. Levar histórias de diferentes localidades às telas também contribui para apresentar outras realidades ao público, essa é a filosofia apresentada por Elisa. No caso de A Última Fita, a história criada em Jundiaí poderá alcançar novos mercados com a ampliação da produção. Quando o longa será filmado? Curta-metragem "A última Fita", utilizou 100% de efeitos práticos em sua produção, dispensando o uso de computação gráfica (CGI) nas cenas de ação e suspense. Reprodução/Redes sociais/@Aultimafitafilme O projeto ainda está na fase de desenvolvimento do roteiro e foi inscrito em dois editais voltados a essa etapa. A previsão é que o texto fique pronto no início de 2027. A expectativa da produtora é iniciar as filmagens no segundo semestre do ano que vem. Ainda não há cronograma definitivo de produção, elenco anunciado ou data de lançamento. A realização será feita em parceria com a Inova Filmes, responsável pela finalização e pelos efeitos audiovisuais. A estrutura da empresa reúne recursos técnicos para trabalhar os efeitos antes mesmo do início das filmagens, segundo Elisa. A produtora espera que o longa combine terror e humor e ajude a ampliar o espaço do gênero no cinema brasileiro. “Eu quero que o público encontre diversão e medo. Eu quero todo mundo sentindo 'medinho' ”, disse. Exibição gratuita em São Paulo Enquanto o longa está em desenvolvimento, o público poderá assistir ao curta que deu origem ao projeto em uma sessão especial de Halloween. A exibição de A Última Fita será neste sábado (31), às 18h30, no Museu da Imagem e do Som (MIS-SP), em São Paulo. O evento será gratuito e aberto ao público. A sessão marca a estreia do curta na capital paulista e oferece a oportunidade de conhecer a produção gravada na região de Jundiaí que servirá de base para o novo longa-metragem. 'Terror na Terra da Uva': documentário do interior de SP premiado internacionalmente chega a streaming norte-americano Reprodução/Redes sociais/@Aultimafitafilme *Colaborou sob supervisão de Gabriela Almeida Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM